A pouco menos de seis meses das eleições, a geografia do poder no estado do Rio de Janeiro começa a ser desenhada longe da capital. Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL) deram o pontapé inicial em suas pré-campanhas com o mesmo objetivo: conquistar o apoio dos prefeitos das 92 cidades do interior, um reduto que historicamente decide quem ocupa o Palácio Guanabara.
A Guerra dos Números Até o momento, a vantagem numérica pertence a Douglas Ruas. O pré-candidato do PL conquistou o apoio de 28 prefeitos, demonstrando força especialmente na Região dos Lagos e no Norte Fluminense — bases tradicionais do partido. Já o prefeito da capital, Eduardo Paes, contabiliza 24 apoios, com melhor trânsito nas regiões Sul e Centro-Sul.
A "Mina de Ouro" Serrana
O grande mistério da disputa reside na Região Serrana. É lá que se concentra a maior parte dos 20 prefeitos "indecisos" ou que ainda não vieram a público declarar voto. Estrategistas de ambas as campanhas consideram a região o fiel da balança para 2026.
Alianças e Partidos A estrutura partidária também joga papéis distintos:
- Lado Ruas: Sustentado pelo PL (17 cidades) e pela federação União-PP (22 cidades), herdando o espólio político do grupo de Cláudio Castro.
- Lado Paes: Articulado pelo MDB de Washington Reis (11 prefeituras), além da base governista federal com o PT e o PSD, e o apoio de siglas como o Solidariedade (9 prefeituras).
Os "Fiéis da Balança"
A atenção agora se volta para o Republicanos e o Cidadania. Com quatro prefeituras cada, as siglas ainda avaliam se lançam nomes próprios ou se aderem a uma das duas principais correntes. Nomes de peso como o ex-governador Anthony Garotinho e o ex-prefeito de Miguel Pereira, André Português, circulam nos bastidores como peças que podem mudar drasticamente o peso das coligações nas próximas semanas.




