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Morre Luciana Novaes aos 42 anos: Rio decreta luto pela vereadora do PT

Assistente social atuou na Câmara em defesa de pessoas com deficiência, sendo autora de quase 200 projetos de leis

Redação
·30 de abril de 2026·2 min de leitura
Morre Luciana Novaes aos 42 anos: Rio decreta luto pela vereadora do PT
Foto: Divulgação/Câmara do Rio

A cidade do Rio decretou luto oficial de três dias pela morte da vereadora Luciana Novaes (PT), aos 42 anos, na noite de segunda-feira (27). Ela estava internada e sofreu piora no quadro neurológico, “intercorrência súbita e grave, compatível, segundo informações médicas, com rompimento de aneurisma cerebral”, informou sua assessoria.

A assistente social ficou conhecida após ter sido atingida por uma bala perdida, em 2003, no campus da Universidade Estácio de Sá, em Rio Comprido, na Zona Norte. Seu diagnóstico indicava 1% de chance de sobrevivência na época.

O episódio de violência deixou Luciana tetraplégica e dependente de ventilação mecânica. Ainda assim, tornou-se assistente social e concluiu pós-graduação em Gestão Governamental. Desde então, passou a lutar em defesa de melhores condições de vida para pessoas com deficiência.

Luciana foi eleita em 2016, sendo a primeira pessoa tetraplégica a ocupar o cargo na Câmara do Rio, cumprindo três mandatos pelo PT. Em 2023, ela retornou como suplente. Em nota de pesar, o partido exaltou a combatividade de Luciana, que “transformou sua própria história em instrumento de luta coletiva”.

“Sua história foi marcada pela coragem de enfrentar e transformar suas limitações físicas em luta política. Luciana representou, com firmeza, milhares de pessoas historicamente invisibilizadas, dando voz a quem muitas vezes foi silenciado”, afirma o PT-RJ.

A Câmara Municipal divulgou uma nota na qual lamenta a morte de uma das suas parlamentares mais atuantes e dedicadas ao serviço público. Luciana Novaes presidiu a Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência na Câmara e foi autora de quase 200 leis voltadas para a inclusão, a defesa das pessoas com deficiência, dos idosos e da população em situação de vulnerabilidade.

“Sua voz firme e sua escuta generosa fizeram diferença na vida de milhares de cariocas, olhando não apenas para a cidade, mas para cada indivíduo que precisava ser visto, acolhido e respeitado. Sua história, marcada por fé, resiliência e propósito, seguirá inspirando gerações. Luciana mostrou, na prática, que limites não definem destinos quando há vontade de transformar o mundo ao redor”, diz o texto.

Ela criou a lei que institui a Política Municipal de Rotas Acessíveis do Rio, para garantir locomoção de pessoas com deficiência, mobilidade reduzida e idosos. Também foi autora de projetos que priorizam alunos com deficiência em escolas públicas mais próximas de casa, e que reconhece as bengalas como meio de identificação de pessoas com deficiência visual e instrumento de orientação e mobilidade.

Metodologia e fontes

Editado por: Clivia Mesquita O texto acima é de autoria do jornal Brasil de Fato (BdF). O veículo adota uma política de comunicação popular e democrática, permitindo a reprodução dos seus conteúdos de forma integral.

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