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Família enterra motoboy morto em operação policial em Belford Roxo e cobra responsabilização

Paulo Roberto Siqueira Bastos, de 27 anos, foi baleado durante ação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Baixada Fluminense na comunidade do Castelar; Polícia Civil não confirma prisões nem apreensões na operação

Redação
·29 de abril de 2026·2 min de leitura
Família enterra motoboy morto em operação policial em Belford Roxo e cobra responsabilização
Foto: Reginaldo Pimenta/O DIA

Familiares e amigos enterraram nesta quarta-feira (29) Paulo Roberto Siqueira Bastos, de 27 anos, morto após ser baleado durante uma operação da Polícia Civil na comunidade do Castelar, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. O sepultamento foi marcado por protestos e cobranças de responsabilização contra os agentes envolvidos na ação.

Paulo foi atingido na segunda-feira (27) durante uma operação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Baixada Fluminense (DRE-BF). Segundo a Polícia Civil, os agentes entraram na comunidade para combater o tráfico de drogas e teriam sido recebidos a tiros por criminosos armados. Um policial foi ferido sem gravidade durante o confronto. Paulo Roberto foi encontrado baleado na sequência, com ferimentos na face direita e no braço direito, e levado ao Hospital Geral de Emergência de Belford Roxo em estado grave. Ele foi intubado, mas não resistiu aos ferimentos no fim da noite, segundo a prefeitura do município.

Família contesta versão policial

O tio de Paulo Roberto, Gilberto Rodrigues Siqueira, contestou a versão de bala perdida durante o enterro e acusou os agentes de agirem com violência injustificada. Segundo o O Dia, que acompanhou o sepultamento, Gilberto afirmou que o sobrinho era trabalhador e conhecido por todos no bairro.

"O Paulo Roberto é um garoto que não tem igual. Trabalhador, querido por toda a população. Eu só fico triste não porque Deus levou a vida dele, mas porque foi tirado. Foi tirado sem necessidade", disse o tio, conforme reportagem do O Dia.

Gilberto também afirmou que não tratou a morte como despreparo policial. "Não foi despreparo, não. Foi covardia mesmo. O que aconteceu com o Paulo hoje não vai ficar impune", declarou, segundo o mesmo veículo.

Polícia Civil não detalha resultado da operação

Até a publicação desta matéria, a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro não informou se houve prisões ou apreensões durante a operação na comunidade do Castelar. O TRAMA entrou em contato com a assessoria da DRE-BF e aguarda resposta. O caso segue sob investigação.

A morte de Paulo Roberto gerou protestos de moradores da comunidade, que denunciaram excessos na ação policial, conforme apuração do O Dia.

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