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Esgoto da ETE Itaipu atinge área de preservação e Inea exige medidas compensatórias em Niterói

Entre as exigências técnicas estão a recuperação de áreas degradadas no entorno do Rio João Mendes e a elaboração do Plano de Manejo da Reserva Extrativista Marinha de Itaipu

Redação
·24 de abril de 2026·2 min de leitura
Esgoto da ETE Itaipu atinge área de preservação e Inea exige medidas compensatórias em Niterói
Foto: Divulgação/Neltur

Um ponto de descarte de esgoto na área do Parque Estadual da Serra da Tiririca (Peset) colocou a concessionária Águas de Niterói sob fiscalização rigorosa do Instituto Estadual do Ambiente (Inea). O órgão identificou que efluentes provenientes da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Itaipu estão sendo lançados no Córrego dos Colibris, um curso d'água protegido onde qualquer tipo de descarte é proibido pela legislação ambiental.

A irregularidade motivou uma intimação que obriga a empresa a reformular o destino final dos resíduos da estação. De acordo com os técnicos do Inea, a sensibilidade da área de conservação não permite o recebimento de carga orgânica, ainda que passe por processos de tratamento.

Compensação e Infraestrutura

O caso não deve parar apenas na correção do fluxo de esgoto. O Inea condicionou a regularização da operação da ETE Itaipu a um pacote de investimentos da concessionária em Niterói. O objetivo é reparar os indícios de degradação causados no ecossistema local.

O plano de compensação inclui desde a recuperação de áreas degradadas no entorno do Rio João Mendes até a criação do Plano de Manejo da Reserva Extrativista Marinha de Itaipu, documento fundamental para a gestão da biodiversidade costeira. No setor de uso público, o parque também deve receber melhorias, com a reforma prevista para o Núcleo Darwin e a regularização do abastecimento de água em pontos estratégicos, como a base náutica de Camboinhas.

Posicionamento

Em nota, a concessionária Águas de Niterói afirmou estar ciente da intimação e declarou que prestará os esclarecimentos necessários ao Inea dentro do período estabelecido. O caso segue sob monitoramento das autoridades ambientais para garantir que o Córrego dos Colibris e o entorno da Serra da Tiririca sejam preservados.

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